sexta-feira, 7 de março de 2014

Sócios minoritários

                 
Os contribuintes portugueses são cada vez mais sócios minoritários do seu trabalho.
O acionista principal é o Estado, com o confisco dos impostos tira rendimentos às famílias e agrava a depressão do mercado interno. Portugal vive em estado de emergência, gera um regime de confisco e leva um trabalhador com 1000 euros brutos, para um salário médio na Europa, deixe mais de um terço do seu rendimento ao Estado, através do IRS e dos (11%) da taxa da Segurança Social.
Quem levar para casa um salário de 2.500 euros líquidos já perdeu outra metade para o Estado. Mas o contribuinte suporta ainda (23%) do IVA na maior parte dos produtos de compra.
Se adquirir um carro, fica com uma mas paga 2. Quando abastece o veículo de gasolina, deixa metade da fatura nos impostos e, se for fumador, o Fisco fica com mais de (80%) do preço dos cigarros. Isto significa que em 2014 as famílias irão trabalhar para o Fisco e alguns contribuintes só libertarão das obrigações tributárias. E o problema agrava-se ainda mais. O monstro duplicou ainda mais e endividou-se ainda mais com a aceleração das parcerias público-privadas e da chuva de dinheiro desperdiçado com a incompetência. Os pobres contribuintes foram ainda chamados a tapar os buracos dos crimes económicos como o BPP e o BPNque custam mais do que o dobro do brutal aumento do IRS que irá asfixiar a anémica economia.
Nuno Costa, Lamego

quinta-feira, 6 de março de 2014

Salário médio perde 150 euros por mês

                  
Os vencimentos líquidos de milhares de portugueses vão descer drasticamente. O salário médio líquido em Portugal, não ultrapassou os 808 euros, vai cair cerca de 150 euros com alteração do Governo que definiu o IRS no Orçamento do Estado.
O mesmo salário bruto sofre uma redução significativa: cai para os 654 euros, o que equivale a uma perda de 146 euros.
Na prática, enquanto o trabalhador deixa (20%) do seu vencimento nos cafres do Estado, em 2014, a entrega é de cerca de (34,6%), mais de um terço do seu rendimento.
Um salário bruto de 2.250 euros mensais reduz-se para os 1.291 euros líquidos, assim perde 209 euros face ao salário líquido.
A partir dos 3 mil euros brutos mensais, o cenário acentua-se: um vencimento bruto de 3.800 euros cai para 1.959 euros líquidos após os impostos e contribuições, sendo entregue uma fatia de (48,4%) para o Estado. A partir de 5 mil euros brutos, mais de metade do vencimento é absorvido por impostos e contribuições.
Nuno Costa, Lamego

quarta-feira, 5 de março de 2014

Vítor Gaspar almoçou e não pagou a conta

                
Quando era ministro das Finanças é conhecido pelos amigos por ser um apreciador da cozinha portuguesa e não trata nada mal.
Na ementa do repasto contou um belo robalo da costa algarvia grelhado no carvão. Este foi o primeiro prato de Gaspar que só não chupou as espinhas do peixe porque o animal já lhe chegou devidamente tratado pelos empregados zelosos do restaurante. Não houve nenhuma sopa, porque a pressa era muita, mas o rabo vinha acompanhado de umas belos batatas cozidas e de grelos salteados.
Não terá sido por causa do vinho, porque Gaspar limitou-se a beber a água durante todo o almoço.
Nem o leitor calcula quem pagou a conta da mesa do empresário Joe Berardo, até porque não há almoços grátis. Já no almoço de Gaspar, quem ficou com a conta foi o amigo comensal. O ministro saiu sem pagar e sem a fatura...
Nuno Costa, Lamego

terça-feira, 4 de março de 2014

Gorduras às fatias

                 
No léxico governamental, as gorduras do Estado sempre surgiram como uma dose colesterol fatal na economia nacional.
Os contornos da austeridade aparecem em traços definidos. São claros os valores da subida dos impostosprimeiro a subida do IVA, depois a subida do IMI ao IRS, do IRC ao ISV... O que, traduz a inversão do custo do ónus do combate à crise. Onera o cidadão, penaliza o contribuinte, desgasta o consumidor. Ao Estado cabe o combate a umas indefiníveis gorduras, difíceis de quantificar, problemáticas de renegociar.
A repetição só ocorre porque o Governo não surpreende. Entre a receita e a despesa, a opção está feita. A austeridade é servida em peça. As gorduras tratadas às fatias.
Nuno Costa, Lamego

segunda-feira, 3 de março de 2014

Matar o doente com a cura

                 
O povo está mais do que assustado.
Cada vez que o Governo fala é como se usasse choques elétricos e a todos nos atordoasse. Com esta política de Passos Coelho é um enterro aos mais pobres e a morte lenta e agoniante da classe média portuguesa.
E dizem-nos sem um pingo de vergonha, sem sensibilidade, com a arrogância do posso, porque tem de ser assimdaqui a uns anos virá a bonança e quiçáo paraíso ressuscitado e por eles inventado. Eles não estarão lá, o problema é muito grave, se aguentarem no arame por mais uns tempos, se resistirem, nós não. Querem curar a doença do doente com mais austeridade. Todos sabemos que é uma estupidez, todos, menos os iluminados do Governo.
Este orçamento e o desemprego em alta transformam-nos num cadáver político a curto prazo.
Nuno Costa, Lamego

domingo, 2 de março de 2014

Evolução dos anfíbios pode depender do clima

                 
Na verdade, ela tem uma particularidade muito especial: tanto põe os novos em meio aquático, como nas folhas das árvores. As maiores probabilidades de sobrevivência dos ovos e dos futuros girinos: na água, os ovos estão mais à mercê dos predadores, mas na terra podem ficar desidratados e morrer ao fim de 24 horas se não chover.
Com esta alteração, e apesar do perigo dos predadores aquático, a colocação dos ovos fora da água tornou-se menos vantajosa para a espécie.
Trata-se, de uma mudança adaptativa, que pode favorecer a espécie, em detrimento de outras que não têm escolha ao local onde depositam os seus ovos.
Das 6.674 espécies de anfíbios que existem na Terra, 1.875 estão ameaçadas, algumas criticamente, e 3.300 encontram-se em declínio rápido. Na propagação de doenças, na poluição e nas alterações climáticas. As ações humanas no planeta não estão inocentes.
Nuno Costa, Lamego

sábado, 1 de março de 2014

Políticos honestos e Políticos corruptos

                  
                                            POLÍTICO CORRUPTO

                  
                                              POLÍTICO HONESTO
Para a maioria dos portugueses, a única diferença entre políticos sérios e políticos corruptos é a seguinte: os políticos sérios são os que favorecem os do nosso lado; os políticos corruptos são os que favorecem os do lado contrário.
É tal e qual como no futebol, relativamente aos árbitros. Os portugueses é contra a corrupção, a cunha e o compadrio quando são os outros a beneficiar. É, por isso, muito difícil viver com esta política neste País. E quem quiser viver com esta política desavergonhada tem de suportar o grande isolamento, designadamente pelos próprios amigos e colegas que aceitam a luta contra o compadrio sirva de arma de arremesso político para fustigar os adversários e nunca o programa político a ser levado a cabo pelos próprios.
Nuno Costa, Lamego