quarta-feira, 19 de março de 2014

O sexo dos anjos

                  
A situação está difícil demais para perder tempo e os portugueses não focarem na procura de uma saída da crise. Acabam por discutir o sexo dos anjos, enquanto o País sucumbe ao apertar do garrote da dívida.
A dificuldade que Portugal enfrenta é a necessidade de crescer economicamente num período em que escasseiam financiamento. É preciso atrair o investimento, mostrar capacidade de trabalho, inovação e de gerar rentabilidade. Esta trindade é a base de reconstrução do País, destroçado pelo desgoverno, a corrupção e a falta de justiça.
Nuno Costa, Lamego

terça-feira, 18 de março de 2014

Pneuminia mata 16 portugueses por dia

                  
Todos os dias são internados, em média, 81 doentes adultos com pneumonia; destes, 16 acabam por morrer devido à doença.
Esta infeção respiratória grave é causa de morte em todos os grupos etários e não apenas em pessoas idosas. 1.300 dos jovens dos 18 anos aos 20 anos foram internados devido à pneumonia e 52 acabaram por morrer.
A taxa de letalidade por pneumonia entre os jovens dos 18 anos aos 20 anos é de (4%), o que significa em 4 em cada 100 jovens internados não resistiram à infeção respiratória.
A idade é um fator de risco e a esmagadora maioria dos doentes internados são idosos, é uma situação pelo envelhecimento da população portuguesa e o aumento do acesso aos cuidados de saúde.
Os idosos, doentes crónicos, fumadores e alcoólicos têm mais propensão em adquirir uma infeção respiratória grave devido à fragilidade do sistema imunitário/ou do aparelho respiratório do indivíduo.
A pneumonia pode ser adquirida através da aspiração para os pulmões das bactérias que existem na garganta e ultrapassam as barreiras de defesa imunitária do indivíduo.
Nuno Costa, Lamego  

segunda-feira, 17 de março de 2014

Gasóleo a arder

                 
A oscilação dos preços em Portugal tem um plano inclinado que prejudica os consumidores e toda a economia. A quebra quase nem se nota, com as subidas têm sido mais abruptas. 3 cêntimos por semana chega a ser escandaloso, por muito que o petróleo fique mais caro e o euro tenha desvalorizado. O preço de referência do litro de gasóleo acima de euro 1,5, é um recorde histórico, com uma ameaça de asfixia à economia. A sobrecarga dos custos da produção e da distribuição dos produtos num cenário da contração economia tem um efeito depressivo. E o ministro que tutela a economia assiste impotente, tal como a Autoridade da Concorrência, nunca descobrem os cartéis. O problema é que o défice das Finanças públicas aumenta o apetite voraz do Fisco, carrega em tudo o que mexe na atividade económica. Assim se vê como o desequilíbrio orçamental complica as hipóteses de retoma.
Nuno Costa, Lamego   

sexta-feira, 14 de março de 2014

É difícil vivermos sempre na aldeia Portugal

                
Portugal hesita em tornar-se uma sociedade adulta ou mesmo, apenas, uma sociedade. Tendemos a comportar-nos como uma comunidade.
Os conceitos de comunidade e de sociedade como formas de vivermos juntos ajudam a entendermo-
nos e entendermos o que somos coletivamente e como nos vemos a nós mesmos.
Vivemos em efervescênciaquer quiséssemos quer não, todos falando do mesmo, nada podendo dizer que ofendesse os sentimentos pátrios, com multidões nas ruas, comportámo-nos como uma comunidade, uma paróquia gigante: todos como irmãos, membros da mesma família, ligados pelo mesmo sangue imaginário e por sentimentos comuns, pela língua e o tema único do momento.
A vida da sociedade é diferente. Cada um para seu lado no trabalho, em casa. Argumenta-se com razões, não com emoções: une-nos a cidadania, a partilha do mesmo espaço através do Estado, empresas, sociedade civil. A sociedade é o grau elevado da organização humana complexa, mas é maçadora sobrevalorizamos a fibra emocional, metade do que somos.
A comunidade vê-se; e tende a unir. A sociedade tem sentimentos, isola-nos. As duas convivem em qualquer agregado humano, mas nós temos uma atávica para rejeitar a sociedade e querer viver em comunidade permanente.
Se a sociedade é maçadora, a comunidade permanente cansa e frustra: demasiadas emoções não nos salvam, desgastam-nos. Temos um telejornalismo tendencialmente da comunidade, cheio de emoção, sempre com as de que os factos nos ofendem, em torno dos mesmos temas e repetindo-os, como na aldeia o rumor sobre a vizinha que se deitou com o canalizador. Falta um telejornalismo, sem esquecer da comunidade, nos eleve a sociedade, promova reflexão, noticiando com objetividade e parcimónia. O telejornalismo deveria ir à frente do País. Um telejornalismo da comunidade é um País com enorme resistência a modernizar-se.
Nuno Costa, Lamego

quarta-feira, 12 de março de 2014

As faces ocultas da crise

                  
A crise económica não é apenas um desafio à capacidade das famílias em fazer esticar os seus rendimentos perante um quotidiano cada vez mais difícil. É também um fator de desgaste psicológico. O agravamento das condições económicas e o desemprego são fatores que aumentam a conflitualidade dentro dos casais.
A razão é simples: a crise inibe os casais a divorciarem-se, devido aos custos.
Muitos vivem sob o mesmo teto, ainda estejam de facto separados. Essas famílias pagam, um custo lateral da situação do País. A crise em que nos encontramos, afeta as pessoas.
Nuno Costa, Lamego  

terça-feira, 11 de março de 2014

Filicídio económico

                  
Os políticos fogem do tema, os líderes de opinião assobiam para o lado e os jovens ainda não perceberam que estão a ser tramados.
Com o fraco crescimento económico e com a queda do valor dos salários, o fosso das pensões pagas e contribuições para a reforma vai continuar a aumentar.
O Estado Social está a morrer, a cair de podre mas nada está a ser feito para mudar a situação.
O nível de pensões que temos de suportar é demasiado elevado. O sistema está a morrer com o envelhecimento da população e a diminuição do emprego.
A única solução passa pela redução drástica do valor atual das pensões. Os reformados e quem está à beira da reforma recusam em mudar a situação.
Concluem-se para travar a situação sem que percebam que estão a matar o futuro dos seus filhos.
Um inconsciente filicídio económico. Uma tragédia para as próximas gerações.
Nuno Costa, Lamego

segunda-feira, 10 de março de 2014

Reciclagem de papel embrulhada na crise

                
A crise meteu a reciclagem de papel e cartão numa embrulhada: há cada vez menos. A conta é simples: menos poder de compra e menos vendas de produtos embalados, jornais e revistas igual menos recolhas.
A descida é significativa no papel e cartão: menos 7.746 toneladas, uma variação negativa de (11%).
Entre o declínio da recolha seletiva, de papel e cartão, e o aceleramento da perda do poder de compra. O sistema recebeu 22.277,93 toneladas com o material; baixou para os 20.911,07 (-6,14%); voltou a baixar ainda mais, para 19.095,86 (-8,68%).
As três principais frações recicláveis de embalagens plásticas e metálicas, papel/cartão e vidro diminuíram cerca de (10%). No papel e cartão, a quebra é ainda maior.
Nuno Costa, Lamego