quarta-feira, 11 de abril de 2012

Erro de 1 milhão nos utentes sem médico

                                
Em primeiro lugar, há mais 11,4 milhões de utentes inscritos, quando a população residente no Continente é pouco mais de 10 milhões. Em segundo lugar, o número de inscritos com médico atribuído ou sem médico por opção própria era de 9.517.837 de utentes.
Ora, se considerarmos que a população residente é de 10.041.813 pessoas, conclui-se que afinal há 523.976 sem médico de família.
Isto acontece porque há um número elevado de pessoas que já morreram e continuam inscritas ou estão inscritas em duplicado.
A primeira limpeza reduziu-o em (25%), expurgando os duplicados mais óbvios. Outros estão assinalados como prováveis, mas compete aos centros de saúde corrigir manualmente as situações, havendo muitos casos por resolver.
As taxas de utilização global de consultas médicas, com valores acima dos (65%).
Nuno Costa, em 11/04/2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

Doentes da crise

             
O efeito multiplicador que a crise tem nas doenças mentais.
Abstraindo-nos do facto de sermos humanos e termos necessidades de ser felizes, há também um efeito que as mentes mais economicistas deviam ponderar. Quem está doente, quem se sente mal, nunca produzirá o que poderia produzir em condições normais.
A crise é doentia e da doença que possam tirar grandes vantagens. Seres humanos saudáveis e felizes são seres humanos mais produtivos.
Dois e dois são quatro por muito que os arautos da economia insistam que são cinco.
Nuno Costa, em 10/04/2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

(30%) sofrem com ouvidos tapados

                              
A disfunção crónica da trompa de Eustáquio, que se caracteriza pela sensação de ouvido tapado, atinge (30%) da população, a maioria são as crianças. Quando a obstrução se torna persistente, podem-se desenvolver complicações, como otites, perda de audição e, no caso mais grave, meningites.
Quando está obstruída, o ar não passa, provocando sintomas como autofonia, sensação de ouvido tapado e zumbido. Numa fase posterior, pode levar a inflamações e infecções crónicas do ouvido.
A disfunção é mais frequente em crianças, onde está associada à hipertrofia de adenóides com acumulação de líquido no ouvido médio, nos mergulhadores e nos profissionais de aviação, porque lidam com as mudanças de pressão.
Actualmente é possível tratar a causa do problema através de uma cirurgia.
Nuno Costa, em 09/04/2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Esquizofrenia

                  
Podia ser da crise mas não é. Este mal bipolar que atinge muitos adeptos do futebol, doentes que vivem entre o desespero e a euforia, é mesmo próprio da natureza dos portugueses.
Se a equipa de um clube que luta com dificuldades económicas, e tenta fugir da zona de despromoção, consegue derrotar os leões e reduzir a pó as suas ténues aspirações.
Mas derrotados, logo novas alterações no contacto com a realidade se consumaram, numa esquizofrenia que esquece ser a tarefa.
Técnicos e jogadores não se deixarão envolver nesse delírio, que poderia, ele sim, redundar em catástrofe. Se mantiver a atitude e a determinação, a capacidade de sacrifício e a concentração que exibiu. Mas vai ser preciso correr, lutar e sofrer muito e sem quebrar.
05/04/2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hospitais com falta de material clínico

                         Bastonários dos médicos e enfermeiros denunciam falta de material clínico
Relatos de falta de material clínico básico no hospitais, como luvas, compressas ou saringas.
O que gera um círculo vicioso, no sentido em que estes deixam de poder pagar aos fornecedores, por sua vez, perdem crédito junto dos bancos.
Neste momento já há fornecedores a ameaçar cortar no fornecumento de material às unidades de saúde ou exigem o dinheiro no momento da compra.
As dificuldades nas unidades de saúde enfrentam uma grave crise financeira, podem pôr em causa os salários dos trabalhadores.
No total, deve cerca de 3 mil milhões de euros a fornecedores.
Estão a ser feitos levantamentos de todas as dívidas para ser elaborado um plano de pagamento.
Nuno Costa, em 04/04/2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Centros sem saúde

                    Centros de Saúde poderiam poupar 900 milhões de euros
Temos centros de saúde sem médicos, sem meios de diagnóstico, sem capacidades de rastreiros do cancro, sem nada.
Os doentes são deixados ao abandono, dependentes do acaso e entregues a si próprio. Na maior parte dos casos, são os doentes de parcos recursos, idosos, que vivem sozinhos, sem a informação necessária para contornar as dificuldades adicionais que os próprios serviços públicos que lhes colocam. São as pessoas e os rostos que os burocratas da Saúde tratam como números.
Nuno Costa, em 03/04/2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Um novo imposto

                      
Já não há mais formas de sacar dinheiro aos portugueses para tirar as contas públicas do abismo. Se não quer cortar na despesa, só vejo duas hipóteses: ou puxamos pela cabeça e inventamos novos impostos ou damos uma coça a sério nos gajos da troika e das agências de rating para não nos chatearem mais.
Como certamente saberão, somos um país de brandos costumes, apesar de podermos contar com outros do género, estamos reduzidos à primeira hipótese. Inventemos então um novo imposto.
Um imposto sobre o ar que respira é uma tentação, mas é difícil saber quanto cada um consome o oxigénio sem recorrer a equipamento sofisticado. Era mais simples criar um imposto sobre peões. Sim, é justo, porque todos desgastamos o chão, ainda que não com a mesma intensidade.
Quem calça um 44 ou um 46 pagaria mais imposto de quem calça um 38 ou um 40. O Fisco só teria de ver o calçado de cada um para aplicar a respectiva taxa. E quem usasse os sapatos do tamanho inferior ao pé pagaria uma pesada coima. Além as despesas no ortopedista.
Nuno Costa, em 02/04/2012