quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tautau no Governo

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A crise que estamos a passar, o Goveno anda cada vez mais, a portar-se muito mal, uns andam a ser mimados, outros são criancinhas. Ser criança: é preciso que os adultos que nos digam o óbvio antes que o óbvio se torne o óbvio para nós.
Infelizmente, existem países onde a infância é um estado mental permanente.
Se está frio, o melhor é aquecermo-nos, dizem elas. Se está calor, talvez não seja má ideia em refrescarmo-nos.
Se por milagre desata a chover, usar chapéu-de-chuva é uma possibilidade.
Perante estas sentenças, haverá por aí um Governo incautos que persistem, em dizer, aos portugueses, que andem na rua de cuecas ou de ceroulas.
Mas, pelo sim, pelo não, o Governo anda a transformar a protecção civil numa brigada punitiva. As crianças tranquinas precisam de tautau.
Nuno Costa, Lamego  

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Boa sorte Zé Maria!

                   http://mediaserver2.rr.pt/newrr/Governo19190dff_400x225.JPG
Quando a luz, lhe golpeou os olhos, estávamos longe de supor onde Portugal haveria de crescer e fazer-se homem lhe ofereceria um presente tão amargo um futuro tão sombrio. Cavaco Silva era, então primeiro-ministro e o cavaquismo ensaiava já a derrocada.
Já então e no pós-cavaquismo, não houve coragem para colocar travão ao crescimento descomunal do Estado e fingiu-se não perceber que o tecido empresarial estava longe com autonomia e sustentabilidade, dependendo, em grande parte, dos compadrios que o polvo estatal incentivava e da aplicação nem sempre séria ou ajustada dos dinheiros públicos.
Os pecados atravessam vários presidentes e Governos: Soares e Sampaio, mas também Guterres, Barroso e Sócrates, sem esquecer o meteoro Santana. Todos, de uma forma ou de outra, por acção ou omissão, foram colocando tijolos negros na situação.
A geração dele vai sofrer os impactos de avalanches de erros sustentados na demagogia, no irrealismo, na desonestidade e na falta de visão.
É triste o retrato de um País incapaz de se reformar. Cavaco é o bispo que presinde à missa. Para onde foram os milhares de milhões de euros que a Europa cá despejou? Atá certa altura iam chegando de borla ou quase nada.
Agora é preciso pagá-los. Com lingua de palmo, como se vê. Boa sorte Zé Maria!
Nuno Costa, Lamego

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Uma estrela a caminho do Olimpo

                 
                                                         ADRIEN
Orgulho, sentido de representação, coragem, paixão, sofrimento e irreverência constituem, o suporte dos triunfos mais inesperados no futebol.
Atuava em parcela restrita de terreno e cumpria todos os pressupostos exigidos ao desempenho de uma tarefa interdita a menores, pede maturidade, visão, estatuto, responsabilidade e talento para tomar decisões que preservem a coesão coletiva.
Adrien tornou-se num jogador deslumbrante e muito mais abrangente. Aperfeiçoou a eficácia defensiva, pela intuição com que adivinha as intenções do portador da bola e os movimentos do potencial recetor; pela capacidade de intercetar linhas de passe e utilizar a contundência nos duelos individuais mas para roubar a bola e dar o passo seguinte ao jogo. É um jogador com visão de 360 graus, preocupado com a segurança e equilíbrio táticomas sempre disponível para dar início à construção. Deixou apenas o vértice recuado do desenho na intermediária e tornou-se num todo-o-terreno que agregou ao talento conhecido a faceta de jogar curto e longo; sair de trás com a bola dominada e passar aos adversários, executar passes de rotura ou mesmo tentar o golo com o bom tiro da meia distância.
No centro de decisões, foi mais forte, empenhado, comprometido, rápido e influente; nunca distraiu e terminou como general vitorioso no campo de batalha. Dirão os mais céticos que pode ter atingido a excelência, na origem de tanto elogio, a surpresa esteja a sobrepor-se à realidade. Se continuar a progredir, a depurar qualidades e tiver sorte a caminho do Olimpo, será o médio mais revelante do futebol português.
Mas nada fazia prever que ali estivesse uma potencial estrela do futebol português.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Passos Coelho na corda bamba

               
Primeiro-ministro, Passos Coelho, encontra-se brutalmente enfraquecido, face à teimosia e autismo perante o desastre do País, a que fecha os olhos, repetindo à exaustão, e segurando os ministros insustentáveis, à cabeça de um Primeiro-ministro sem escrúpulos e desavergonhadamente arrogante e mentiroso, perante os comportamentos do piorio na raça humana.
Quando tal poderia ser um instrumento ao serviço do desenvolvimento e do emprego.
Nuno Costa, Lamego

sábado, 26 de outubro de 2013

Urgências, uma história conhecida?

                     
O encerramento dos serviços de urgências, é um rastilho fácil de atear. No Ministério da Saúde, estão bem conscientes do efeito destruidor que este tipo de mudanças podem ter. Em Democracia vale tudo e até governar mal e perder tudo por não ter atenção o que as populações querem. Foi assim que o Governo meteu o saco na poça ao fechar os Serviços de Urgências, onde a movimentação das populações eram muitas, que funcionava em plenas condições, assim foram molhados e enganados, por um Governo mal amanhado.
Nuno Costa, Lamego        

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ser solidário

                 
Ser solidário neste nosso país é de todo gratificante e moralizador. Os tempos em que vivemos na atualidade são de extrema exigência e acima de tudo de uma interajuda e na colaboração permanente com a sociedade, que se encontra a desfalecer. Verifica-se que os portugueses, mesmo nas vicissitudes que os fustigam todos os dias, não desistem de ajudar o próximo, mesmo que os seus recursos já parcos lhes dificultem uma maior mobilidade nas ofertas suprassolicitadas. As campanhas solidárias de porta em porta, é cada vez mais notória e primordial nos tempos que correm. As sensibilidades dos portugueses perante esta tremenda catástrofe, e assim se percebe que o povo mais humilde não se desligou com tanta facilidade das suas raízes, e muito menos dos seus antepassados.
Nuno Costa, Lamego

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Já basta de mentiras

                 
Já não acredito no Governo de Passos Coelho e de Paulo Portas que governa o nosso País.
Nem este Governo, nem mesmo o Presidente da República, já nem conseguem convencer ninguém.
O País cai, de amofina, morre lentamente, com alta taxa de desemprego, sem educação nas escolas e prestes a ficar sem Serviço Nacional de Saúde e endividado, por várias gerações, a uma Europa capitalista, usurária e orquestrada pelos ricos. No fundo, o que o povo apenas quer é que não lhe mintam. Já basta de tanta mentira. Já basta de roubos, aos reformados, aos pencionistas, aos mais pobres, aos mais carenciados, aos desempregados, basta a um País mais pobre. Até quando os governantes vão parar de mentir.
Nuno Costa, Lamego

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Novos pobres indignados

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Todos sabemos que uma classe média alargada é fundamental para uma sociedade dita de consumo, dos nossos dias. Portugal tinha uma classe média tinha algum poder de compra e movimentava o comércio, a pesca, a agricultura, a imprensa e a indústria. Tinham férias nas nossas praias, no campo, iam aos restaurantes, aos bares, teatro, cinema. Com algumas exceções, a classe média quase desapareceu e está em vias de extinção. Senão vejamos: cortaram-nos os subsídios de Natal e de férias; aos salários; as taxas nas ex-Scut; o IVA aumentou; quem se meteu a comprar casa, sobretudo os jovens, com empréstimos bancários, está tramado; para quase todos os professores contratados que vão para o desemprego e aos efetivos do quadro não escapam ao holocausto. Não se vê a luz ao fundo do túnel, só se adivinham mais desgraças, mais cortes, mais austeridade.
Nuno Costa, Lamego

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Fera que matava de luvas brancas

                         
                                                        NENÉ
A arma principal estava guardada no cérebro prodigioso, na sublime inteligência e na racionalidade levada às últimas consequências. Era diferente dos outros: venenoso e de velocidade alucinante; com tempo de desmarcação e sentido na baliza; que parecia distante mas levou até próximo da perfeição o ato mais difícil do jogo - o golo. Nené valorizou tanto o futebol que o despojou de toda a superficialidade, grosseria e demagogia; recusou sacrifícios, esforços desnecessários, sangue, suor e lágrimas porque todas essas qualidades lhe beliscavam a sensibilidade. Foi essa responsabilidade assumida perante de todos, que o obrigou a depurar um estilo e, sem se desviar do caminho traçado tornar-se num dos mais extraordinários marcadores de golos da história do futebol português.
Nené, para quem uma simples mirada era suficiente para tirar partido da mais pequena fragilidade alheia, entra na lenda eterna como assassino elegante, gentil e bem-educado. Sempre a matar de luvas brancas, sem sujar os calções e a alimentar relação interessante como o terceiro anel: as recriminações por falta de empenho acabavam no abraço por mais um golo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Governo de mentirosos

                 
Infelizmente é uma autêntica verdade quando o povo diz que os políticos são todos iguais. As falsas e utópicas promessas são sempre as mesmas. Dizem que estão ao seviço do povo, em especial dos mais desfavorecidos, aumentam as pensõesos salários, diminuem a idade da reforma, não aumentam os impostos, nem pensar cortar as reformas, dizem que vão criar postos de trabalho, etc, num folclore que nem uma criança de 5 anos acredita. Como é óbvio, num País de tanga com os governantes que andaram tantos anos a gastar verbas astronómicas que o País não tinha fazendo obras faraónicas. O mais espantoso é que nada lhes acontecem pela gestão danosa do erário Público.
Necessário, isso sim, é cortarem nas fabulosas despesas públicas, diminuindo o número de deputados para metade e depender o Serviço Nacional de Saúde, pondo também os ricos a pagar mais quando se deslocam aos hospitais públicos.
Os governantes têm de dar o exemplo, começando os cortes pela pesada máquina estatal, reduzindo substancialmente os custos, e depois no povo, não sobre os pobres e remediando, mas nada lhes afeta, sem alterarem minimamente o seu modo bom de vida com mais cortes menos cortes.
Nuno Costa, Lamego 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A culpa não é do povo

                    
sentimento é de grande revolta pelo roubo do subsídio de férias. Os políticos que nos governam tenham vergonha por estarem a maltratar os cidadãos que durante anos de trabalho muitos contribuíram para a riqueza de Portugal. Se o país está em crisea culpa não é do povo.
Não é de estranharaos mais atentosdizem que vão governar para o povodizendo que vão governar para Portugalquando entram para o Governo só fazem asneiras. Esta crise tem criado uma certa confusão. O Estado é sempre a malhar em cima dos mesmosnão há dinheirohá centenas de famílias a passar por grandes dificuldades e desempregados que já não recebem subsídio de desempregoalgumas estão a passar fomeoutras não têm comida para dar aos filhoshá famílias sem dinheiro para pagar a renda de casaluz e águacom isto tudo, a culpa não é do povoé do Governo que não arranja alternativas para a máquina do Estado funcionar.
Nuno Costa, Lamego

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tanto absurdo em tão pouco tempo

                    
Com o País completamente de cangalhas: depauperado, depenado e rapinado por falcões de alto porte, ainda somos constantemente massacrados pelos governantes e seus afins de que temos vivido acima das nossas possibilidades.
Nos dias que correm somos diariamente chincados e obrigados a pagar impostos em catadupa, os quais estão elevadamente acima das nossas pobrezas.
Por isso, pergunto: como é possível o povo aguentar tantos absurdos em tão curto tempo.
Nuno Costa, Lamego

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O mágico sublime da década de ouro

                 
                                                            DECO
Sempre foi um intermediário perfeito entre o jogo e o goloa criação e a finalização; nos seus tempos áureos poucos no futebol adivinhavam, concebiam, inventavam e executavam com tamanha perfeição. Deco foi um espécime raro no futebol mundial, porque canalizava as armas de ilusionista sumptuoso não para recolher os aplausos mas para melhorar a produção coletiva. O seu futebol expressa as qualidades de um talento solidário, uma estrela que ilumina o relvado com a arte de solista genial e aglutina vontades mesmo quando a rotina da fábrica parece condenada à escassez de ideias e inspiração. É um notável administrador de ritmo e um fabuloso criador de estilo, que utiliza a imaginação para pôr os outros a correr e jogar ao compasso das suas intenções.
Deco foi o mágico sublime de uma década de ouro do futebol português, mais precisamente a primeira do novo século; um jogador capaz de cumprir o senso comum e de assombrar com decisões magistrais em territórios hostis, onde os espaços diminuem e a agressividade aumenta. A capacidade para multiplicar o valor individual das equipas que representou, dando-lhe o valor coletivo superior à soma das parcelas, fez dele um jogador especial. Há cada vez menos futebolistas cujo o talento serve para melhorar o dos outros.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Presente nupcial é segredo do sucesso sexual dos pirilampos

                 
As luzes pareciam ser o grande segredo dos pirilampos para alcançar uma companhia feminina. Quando as luzes se apagam os machos jogam o seu sucesso dando um presente na forma de espermatóforo: uma cápsula que contém espermatozoides e alimento para a fêmea.
No meio selvagem as fêmeas são muito exigentes em relação aos machos que revelam de si durante os rituais de acasalamento. E só devolvem os flashes luminosos aos machos por quem se sentem atraídas.
As fêmeas estão muito mais disponíveis para acasalar com os machos que oferecem os maiores presentes nupciais. A partir desse momento em que o macho e a fêmea estão juntos, a qualidade das luzes parece não ser de todo determinante para o sucesso do encontro.
Nuno Costa, Lamego

domingo, 13 de outubro de 2013

Um país sem nada

                
Para este Governo, o desemprego é só um problema para quem está desempregado. Puseram-nos a caminhar alegremente para a ruína, na altura em armados em bons alunos que desistimos da agricultura e da pesca. Os oráculos da economia nem por um minuto suspeitaram no que isso ia dar. E o pior ainda está para vir. A receita que nos passam - salários baixos, pesada carga fiscal, perda de rendimentos - liquidará o consumo e aumentará ainda mais o desemprego.
Sem agricultura, sem pesca, sem indústria, sem grupos económicos, sem nada - o País é inviável.
Nuno Costa, Lamego

sábado, 12 de outubro de 2013

O último imperador do futebol europeu

                  
                                           RICARDO CARVALHO             
Tornou-se num espantoso colecionador de génios do futebol, foi metendo no bolso como quem guarda rebuçados para saborear mais tarde. É quase cimematográfico a forma como chega aos factos um segundo antes de acontecerem, saindo sempre vencedor dos duelos inevitáveis com os portadores daquilo que ele pretende roubar: a bola. É colossal vê-lo colocar-se, abordar o invasor, encurralá-lo e roubar-lhe o bem precioso que traz nos pés. De resto, é um dos melhores exemplos da beleza e do talento que o futebol passou a reconhecer na dança de quem joga sem bola; de quem chegou ao topo do Mundo purificando a arte de contrapor inteligência e alternativas para travar alguns dos mais notáveis artistas do futebol.
Ricardo Carvalho tornou-se no último imperador do futebol europeu. Um jogador silencioso cuja autoridade e exercida sem ruído e tem reflexo direto na organização coletiva; um central que chegou a um patamar inatingível e cuja a perfeição que fez dele o melhor central que o jogo conheceu.
Isto para já nem falar no altar que o espera, no dia em que deixar os relvados, entre os mais extraordinários de sempre em Portugal.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Inércia imparável

                 
Os problemas e os erros que castigam os portugueses continuam a ser os mesmos.
A inércia imparável que resiste à mudança e até põe as pessoas conhecedoras e inteligentes que o Governo anda a provocar catástrofes económicas.
Governar a vida ou o país é andar de bicicleta. Se fixamos os olhos nos pedais, a queda é certa. Precisamos de olhar em frente, ver à distância e com ângulo bastante aberto.
Nos tempos atuais, o contágio é tudo. A herança é sempre pesada, é como saber da genética.
As medidas desconexas ou desconexa das têm efeito contrário ao desejado. Se não definimos convictamente a mudança e não nos da lama, continuaremos a atolar-nos.
Nuno Costa, Lamego

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Água abençoada

                   
A qualidade da Água é um fator fundamental para a Humanidade.
O acesso à Água é considerado um direito vital para quem procuram as Fontes.
Pululam em cima de cada Fontes espalhadas pela cidade letreiros colocados pela Câmara Municipal de Lamego a informar à população: Água não controlada. As Fontes é um direito para a população para quem tiver sede.
Os nossos ancestrais consideram que a Água de Lamego é abençoada por Deus, e é esta razão por qual continua a ser muito solicitada.
Esta Água é mais procurada todos os dias por muita gente, é levada em garrafões para as suas casas quer de Lamego quer doutros lados do concelho e por gentes de concelhos vizinhos. Muitos são os que visitam esta Cidade cosmopolita que encontram nestas Fontes forma de se refrescarem e de abastecer para outras paragens, e agora todos ficamos ser saber da sua qualidade, porque não são realizadas as referidas análises.
Quem beber dessa Água ainda não fez mal a ninguém é boa e recomenda-se, venham a Lamego.
Nuno Costa, Lamego

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Perigo: Lixo em órbita

                
Para além da atmosfera terrestre, flutuam sem controlo, milhares de objetos depositados pelo ser humano. São os restos da nossa atividade no Espaço, acumulados em forma de sucata.
Pode parecer exagero, se continuarmos a encher a nossa órbita de lixo especial, pode vir aí o perigo, de cair alguns lixo do Espaço. O Espaço que nos rodeia estará tão cheio de lixo que atuará como um escudo quase intransponível.
Desde o começo da corrida espacial, colocaram-se em órbita cerca de 4 mil veículos de todos os géneros, que depositaram no Espaço cerca de 20 mil objetos suficientemente grandes para serem observados através de instrumentos astronómicos. Junto deles, pululam sobre as nossas cabeças milhões de resíduos minúsculos produzidos pela atividade humana, desde chaves de fundas esquecidas pelos astronautas durante um passeio Espacial até pequenas placas de pintura que se desprenderam da carcaça de um transportador. Tudo isto a viajar a mais de 5 quilómetros por segundo! A essa velocidade, um grão de 1 milímetro de diâmetro pode perfurar a fuselagem de uma nave e fazer abortar uma missão.
O tamanho mínimo de uma peça, é de 10 centímetrosse estiver numa órbita baixa, e de 1 metro nas órbitas geostacionárias. Cerca de (6%) dos objetos catalogados são constituídos por satélites ativos; mais de (40%) por fragmentos de satélites desintegrados e foguetes lançados após a fase de propulsão de dezenas de naves. Os restantes correspondem a todo o género de desperdícios humanos. Mas o pior é que o número de partículas que não conseguem detetar é cada vez maior: crê-se que existem entre 30 a 100 mil.
Nuno Costa, Lamego        

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tabalhar com dignidade

                 
O país precisa de melhorar a produtividade; aumentar o número das unidades de produção por unidade de tempo. Este é o caminho; não aumentar o tempo de trabalho, com a cegueira e a maior acrimónia esão a tentar fazer, a não ser o objetivo que seja é aumentar o consumo energético e as greves gerais.
O que é preciso, em vez de cortar os ordenados, é dar aos trabalhadores condições para produzir mais e melhor, passa por melhores equipamentos, melhores salários e empresários mais bem preparados.
Nuno Costa, Lamego 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Deus da baliza com lugar no céu

                 
                                                        BENTO
Nunca um guarda-redes com tão poucas qualidades inatas chegou tão longe no reconhecimento universal; nunca um jogador colocado perante tantas dificuldades genéticas para cumprir o sonho de grandeza alimentado na infância voou tão alto, mas tão alto, não só tocou no céu como ficou lá para sempre. Bento será eternamente rei da baliza e fenómeno divino com a origem não no talento natura mas no espírito de sacrifício, e na capacidade de sofrimento; é um dos deuses mais reconhecidos da história do futebol português, pela capacidade que teve em construir-se com o tempo, mantendo nível mundial.
Bento tinha centímetros a menos para cumprir todos os requisitos; não era tão elegante como outros e não correspondia ao ideal da perfeição estética.
Mas tornou-se invencível por atitude e eficácia: assombroso a sair dos postes; de agilidade felina nos despiques e reflexos extraordinários que alimentou até ao momento fatídico. Foi, por tudo isso, um guarda-redes inesquecível.
Ao longo da carreira, Bento fez autênticos milagres.
Acabava numa brincadeira, como jogador de campo, a carreira internacional de um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre.

sábado, 5 de outubro de 2013

Manipulações

                 
Parece que de repente quem está por perto fica contagiado por um vírus de loucura. E quando são multidões, o efeito pode até ser perigoso.
O desespero das pessoas em Portugal é grande e o direito à manifestação e à indignação. É a grande arma da democracia, e é saudável que faça sentir em voz alta e bom som por todos os que sentem traídos e maltratados!
É a melhor forma de mostrar o poder do povo perante os governantes. Receio, de algumas das manifestações de rua estejam a ser cada vez menos espontâneas. Há cada vez mais verdadeiras atuações perfeitamente encenadas. Em vez de envergonharem os governantes e confrontarem com os poderosos, transformaram-se em puros espetáculos.
Manifestantes que se atiram para a frente do carro de um ministro ou o cerco de uma comitiva governamental.
Em tempos como os que atravessamos, é cada vez mais necessário ter isenção e transparência. Por isso, há que ter muito bom senso e cuidado para evitar manipulações.
A manipulação não é feita apenas no segredo dos gabinetes. Pode acontecer também de forma bem ruidosa, à frente de toda a gente, no meio da rua - e sevido de bandeja.
E estas são, cada vez mais, fórmulas eficazes de manipulação quase não deixam rasto. Por isso, muitos de nós nem sequer dão por elas...
Nuno Costa, Lamego

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dói muito

                
Dói muito ouvir tanta austeridadeler e ver, dói muito ouvir casos de violência domestica, dói muito ouvir casos de pessoas vitimados por roubos, violência física e psicológica do maior requinte!
Para além destes casos de violência física e psicológica, dói muito em saber que milhares e milhares de pessoas que estão já a fazer das tripas coraçãoem face de tanta austeridade e redução tão drástica de receitas e apoios sociais, de tanto desemprego, para conseguirem sobreviver.
Mas dói ainda mais ver os grandes grupos económicos e empresariais, bancos, negócios e serviços em áreas sensíveis como na saúde não prescindem da sua abonada margem de engorda financeira, indiferentes ao sofrimento e angústia dos seus concidadãos.
Mas poderão emergir revoluções palacianas, pela calada do silêncio e desespero, se vejam tentadas a utilizar uma linguagem de protesto, um grito de alma que poderá abalar a nossa democracia!
Nuno Costa, Lamego

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Insulto às viúvas

                  
Os certificados de aforro estão a ser vítimas de uma hemorragia financeira. Os saldos dos resgates ascendeu a 1.090 milhões de euros, uma média de 7,2 milhões/dia. Mas o que surpreende é o facto de os portugueses ainda terem mais de 10 mil milhões entregues ao Estada a juros ridículos. Grande parte desta aplicação é em séries antigas com prémios de permanência, mas é um insulto a milhares de pessoas, incluindo muitas viúvas, o simples facto do Estado oferecer como juro-base dos certificados de aforro (0,8%), quando paga taxas usurárias ao mercado e os políticos andam pelo mundo a vender as dívidas, o novo eufemismo de pedir o dinheiro.
Nuno Costa, Lamego

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Em Roma, sê germano

                  
O défice aumenta, a despesa sobe, a receita fiscal aumentou, o desemprego dispara, as empresas fecham. Será necessário mais algum banho de realidade ou abridor de olhos para que este Governo e os economistas de serviço se convencerem que esta política é um total falhanço? Para que serviu toda esta austeridade que mandou tantos para a pobreza, criou os sem-casa e abandonou outros tantos à miséria? O autoritarismo não serve nenhuma sociedade, E, como se vê pelo estado das contas públicas, nem sequer cumpre o único objetivo a que se propõe.
Mas ainda não será desta que esta gente vai emendar a mão. Tantos germanófilos e nenhum o segue.
Nuno Costa, Lamego  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mesmo a calhar

                  
Os portugueses têm, finalmente, qualquer coisa que os une. As frustrações e o empobrecimento, Paulo Bento não conseguiu nem ira conseguir transformar a Selecção de Futebol num factor de agregação nacional. Descrente no futuro, essa noção cada vez mais vaga em nome da qual tudo se promete e nada se cumpre, o País faz convergir as suas esperanças para aquilo que, lhe pode proporcionar alguma alegria.
Portugal numa depressão profundíssima, mas nos tempos em que se gastou irresponsalvelmente o que não tinha e promoveu o endividamento sem limite do Estado, das empresas e das famílias. Os efeitos da Selecção ocupam as mentes e as conversas, mas o regresso à realidade de um País falido é apenas uma questão de dias. Os problemas de fundo estão todos aí, não tendo desaparecido por magia. A crise de emprego é, a marca mais negra. O desemprego estrutural saltou de (3,9%) para os (15,5%). Ao mesmo tempo, conheciam-se mais pormenores dos contratos inenarráveis das Parceiras Público-Privadas, dos gastos excessivos com obras em escolas. Mas a certeza que fica, apesar da vertigem dos problemas, para além das promessas que perderam pelo caminho, demora a arranjar estímulos para a economia, sem que o remédio para a suposta cura ou a sequear o contribuinte.
Nuno Costa, Lamego